sexta-feira, 30 de abril de 2010

Vida! Fúria! Espuma oca!

"O que é a vida? Fúria! O que é a vida? Espuma oca! Um poema, uma sombra quase! E a sorte não pode se dar senão pouco: pois a vida é sonho, e sonhos, sonho..." - Calderón de la Barca.

E a vida? O que ela representa para mim?
Também é um sonho. É abstrato, forte e pequeno. Capaz de mexer tanto com qualquer pessoa em tão pouco tempo. Capaz de nos fazer sentir todos os sentimentos, passar por inúmeras experiências, e isso, num sono tão leve, que vai embora tão rápido. E que nós não lembraremos de forma alguma, depois que estivermos acordados. Para alguns é um sonho gostoso, onde tem-se a imagem perfeita do verdadeiro amor, do amado. As vezes, tem-se apenas felicidade, afinal, não precisamos de mais nada além disso. Para outros, o sonho transforma-se em pesadelo. Há escuridão, dúvidas, intrigas e ódio, mas tudo isso deve-se a incansável busca do melhor sonho possível. O momento de acordar é sem dúvidas, o ponto mais difícil de toda essa história. Existe quem prefira acordar sozinho, afinal, ninguém gosta de viver em pesadelos. Há também, aqueles que gostem de acordar os outros. Talvez vivam em pesadelo, ou sonham em viver um. E por ultimo, há quem não quer acordar, mas o sonho encarrega-se de acabar sozinho, seja lá qual for o momento...

FIM (: rs
Texto bem fofinho, que eu fiquei enrolando pra escrever por diiiiias. Mas que não saía de minha cabeça segundo algum. Afinal, aquelas palavras me marcaram demais, e acho que esse blog já está bem reflexivo. D: Cruel.

domingo, 11 de abril de 2010

Passado.

É algo que eu realmente tento não lembrar. Não gosto de trazer a tona novamente toda a dor que senti quando as pedras foram jogadas em mim, também não gostei nada de ver o mundo tornando-se negro. Hoje eu apenas admiro as nuvens cinzas e o vento gélido. Mas o vazio, a dor, o escuro, precisa manter-se exageradamente muito longe de mim. Não gosto de lutas e creio que a mais sangrenta delas seria a luz do meu presente contra meu passado negro. Passado esse que me fez ser o que sou hoje. Passado que me fez crescer, mas eu realmente senti como se eu estivesse despencando ao lado de um arranha-céu. É complicado, é incrível, mas eu ainda me sinto tão repugnante diante daqueles fatos. Tão frágil.

Eu ainda gosto de me sentir pequena, mas somente quando sei que terei braços gigantes para me aquecer. Até porque é sempre bom ter uma garantia, um prazo. Mesmo que pequeno. Mas eu ainda sinto-me mal. E por saber os papéis estão invertidos. Talvez eu tenha matado o vilão e então ficado com o papel. Li o roteiro por milhões de vezes, e hoje o repito toda vez que preciso. Agora necessito de força para rasgar o papel e passar a borracha no erro.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Questões... Para que respondê-las?

"Por que o homem precisa sempre se apoiar em algo? Em um nome, um Deus? Por que não tentar viver apoiando-se em si próprio, no indivíduo? Por que precisamos sempre culpar alguém por tudo o que NÓS, humanos, fizemos? E por que precisamos agradecer alguém pelo que nós conseguimos, com NOSSO próprio esforço? É humildade? Por que não a razão? Por que ela precisa ser tão difícil? Por que a mente do ser humano precisa ser tão fechada? Mas, como ela consegue se abrir para absorver o que não presta?

Precisamos realmente ter medo do desconhecido, do diferente? O que diabos ganhamos quando subjugamos? Por que TEMOS a necessidade de fazer isso? Por que? E o dinheiro, para que sempre queremos mais? Ele não compra fé, não compra sentimento. Mas por que as coisas tiveram que mudar? Ou melhor... Por que NÓS tivemos que mudar as coisas para pior? Para onde foi o ser humano bravo, guerreiro, sonhador e inteligente? Cadê a sociedade limpa? Cadê a ordem e o progresso? Para onde foi a dita "civilização"? Ela de fato existiu?

Mas que diabos... Não sei porque só deixamos de ser cego e surdo quando assistimos a Globo. Alguém poderia me responder o por que de não deixarmos de ficar mudos? Por que PRECISAMOS ser tão influenciados?

E a Morte? A Grande Morte... Para que teme-la? Aposto que para todos será tão breve que nem a veremos, e eu já comprovei em livros que ela é boazinha. Para que tanto medo para encarar o vem pela frente? O que ganhamos com isso? Força para ir em frente? Eu não sei... Também não sei para que precisamos de tantas interrogações. Por que nada é TÃO obvio?"

Há... Será que vão me bater por causa dessas questões no colégio? Será? Será? rs Bem... Hoje mais cedo eu estava colocando essas perguntas no caderno, eu mesma as fiz, o professor de Filosofia pediu. São bem clichês, mas eu achei interessante e resolvi postá-las aqui, já que faz tempo que eu não apareço, hm!? :) Então... Meu papel é apenas questionar - por enquanto, HAHA - e o seu?

sábado, 30 de janeiro de 2010

Indignação: Metal, garotos e machismo.

"Mas poxa, Denise... Logo uma garota como você, curtindo metal. Isso é coisa de meninos... Que decepção!"

E foi em mais uma de minhas "produtivas" conversas com pessoas que não possuem nada a acrescentar, que essa pequena frase entrou em meu campo de visão, e logo se tornou mais inflamável que napalm, incendiando meu cérebro, fazendo meus olhos queimarem e minha face arder como as florestas do Vietnã. Oh, amado cérebro!

E foi aí que várias perguntas em forma de chamas entraram em minha cabeça! Uma garota curtindo metal faz ela ser mais masculina que as outras garotas? Metal é coisa de garotos? Música de garota é Kelly Key? Aquele garoto tem um cérebro? Eu posso bater nele? Tortura? NAAAAAPALM?
E eu respondo um belo NÃO pra todas, menos para as 3 últimas perguntas. :D

Para curtir não importa o estilo musical basta apenas sentí-lo, amá-lo. (Se bem que maioria nem dá gosto de amar, né? :P) Poxa... Não é só porque eu sou uma menina que tenho que ouvir músicas lindas e coloridinhas. E apesar de me irritar, machismo não funciona comigo. E já percebi que não são apenas os garotos de fora que pensam assim. Já vi muitos caras que curtem o som mesmo, acharem que todas as meninas que curtem metal, só dizem curtir mesmo porque são Marias Shampoo e tals. E isso é certamente um assunto já antigo, clichê e que nem sempre é verdade.

Felizmente, eu tenho consciência do que eu sou e o que eu ouço. E eu não sei o que eu seria sem essa música que curto agora (Na verdade sei sim. Eu estaria ouvindo Simple Plan, chorando e falando que o Pierre canta bem. Ér, infelizmente já fiz isso, mas, relevem). Eu jogo na cara de quem quiser ouvir que ouço mesmo músicas que falam de morte, sangue, bebedeiras, religiões, mestre dos fantoches, portões do cemitério, cruzadas, arco-íris no escuro e o diabo a quatro que, sem dúvidas, é bem melhor que as bobeiras descartáveis que fazem hoje em dia e que dizem que são de meninas. Eu uso rosa e tenho seios. Pronto, sou uma menina, agora o que eu ouço não vai mudar isso.

Estou irritada, sem ninguém pra conversar, desabafei e não usei palavrões. :D
Palmas pra min, por favor! UHDAUAHUDAIADUDAU
Ah... Falando em música, eu tô muito viciada na música "War Is My Sheppard" do Exodus - pra variar. E como eu gosto de ser um pouquinho chata, o vídeo vem logo abaixo.


WAAAAAR... WAAAAAR... WAAAAAAR... WAAAR IS MY SHEPPARD. (8)

domingo, 24 de janeiro de 2010

Primeira postagem. Como faz?

AHÁ! Passei meu final de semana pensando em como começar isso aqui. Mas afinal... Pra que eu preciso de um blog? rs Eu não sei, porém preciso, tenho a necessidade. Preciso de um pequeno espaço pra me expressar. E não esqueçam... Quero palmas quando eu terminar (Se é que alguém vai ver isso aqui, hm!).

Mas esse blog vai funcionar das minhas pequenas leituras, musicalidades e tentativas frustradas de filosofar. Como agora que fui percebendo o quanto eu era pequena, e o quanto o mundo era grande. Minha voz não tem espaço, nunca terá... Ou talvez não. Centenas de pessoas precisam se unir, para se tornarem gigantes, para ter voz, conseguir espaços e direitos. Mesmo assim são facilmente derrotados por gladiadores onipotentes. Enquanto outros, tão menores, podem se tornar gigantes, tendo dinheiro. Alguns conseguem se tornar gigantes com a música. AHÁ. Um dia conseguirei! Tem gente que consegue ser gigante, sendo mais baixo que uma adolescente. Só basta deixar uma marca na história, ou se preferirem ultrapassar o céu e até o inferno, deixando uma enorme marca de sangue na história, na humanidade, ou na Europa. HAHAHAHA Tem gente que nasce grande, com pensamentos brilhantes, e mesmo depois de um século, não perde sequer um centímetro do tamanho. Gigantes nunca morrem! Nunca! Não entendo o porque de só nós, humanos, termos o privilégio de morrer... Que tentemos ao menos morrer como gigantes.

Então grite, reclame, seja chato, não tenha medo de mandar o gladiador onipotente ir sentar no colo do capeta e claro, reflita, pense e funcione! ;)